O artigo abaixo, originalmente publicado em 2002, foi escrito pelo Filósofo alemão Robert Kurz. A tradução do original, de Luís Repa, foi publicada na Folha de São Paulo de 14/Jul/02.
Por Robert Kurz
É de supor que a natureza já existisse antes da economia moderna. Daí o fato de a natureza por si própria ser grátis, sem preço. Isso distingue os objetos naturais sem elaboração humana dos resultados da produção social, que já não representam a natureza "em si", mas a natureza transformada pela atividade humana. Esses "produtos", diferentemente dos objetos naturais puros, nunca foram de livre acesso; desde sempre estavam sujeitos, segundo determinados critérios, a um modo de distribuição socialmente organizado. Na modernidade, é a forma da produção de mercadorias que regula essa distribuição no modo do mercado, segundo os critérios de dinheiro, preço e procura (solvente). Mas é um problema antigo que a organização da sociedade tenda a obstruir também o livre acesso a um número crescente de recursos pré-humanos da natureza. Essa ocupação traz, das mais diversas formas, o mesmo nome que os produtos da atividade social, a chamada "propriedade". Ou seja, acontece um quiproquó: outrora livres, os objetos naturais não elaborados pelo ser humano são tratados exatamente como se fossem os resultados da forma de organização social, e daí submetidos às mesmas restrições.



Salve, espectadores! Lá no começo do canal, eu fiz um vídeo sobre esse livro; no entanto, a qualidade de imagem e áudio estava muito ruim, então achei que valia à pena fazer um remake dele, já que é um livro sobre um assunto polêmico e muito importante para as relações internacionais. Pude, com essa regravação, trazer mais informações tanto sobre o livro quanto sobre a Coreia do Norte.






