28 de maio de 2016

Como fazer um TCC: Escolhendo um tema

Salve, espectadores! Nesse primeiro vídeo da série "Como fazer um TCC", falamos sobre aquela que, normalmente, é a primeira coisa a se fazer: escolher o tema. Mas como fazer isso de forma responsável? É isso que o vídeo tenta passar pra vocês!

Compartilhem o vídeo com seus amigos e amigas que estão em processo de fazer o TCC. Se você é professor, pode passar a seus alunos para que estes comecem a se preparar desde já.

Sexta-feira que vem, às 20:00, tem mais!

Como fazer um TCC: Introdução

Salve, espectadores do canal! Começamos hoje nossa nova série aqui no Leitura ObrigaHISTÓRIA: Como fazer um TCC! Se você tem amigos e amigas que estão no processo de fazer um TCC ou prestes a começar, peça que eles deem uma olhada aqui no canal. Haverá uma playlist com todos os vídeos da série disponível a quem interessar possa.

Compartilhem o vídeo e ajudem o canal a crescer!

25 de maio de 2016

Como a indústria da fotografia determinou que o ‘normal’ é a pele branca




O texto abaixo é uma reprodução de uma matéria do Jornal Nexo escrita por Juliana Domingos de Lima, e que pode ser lida originalmente aqui.

Pessoas de diferentes tons de pele nem sempre conseguiram sair bem em fotos. E a razão disso é relacionada à própria fabricação de câmeras e materiais utilizados para revelar as fotos: a tecnologia fotográfica, feita por pessoas brancas e voltada para pessoas brancas, passou décadas sem se preocupar como os tons de pele mais escuros eram retratados.

A questão foi explorada pela socióloga canadense Lorna Roth, que investigou a história da fotografia para mostrar como a tecnologia prejudicou a representação de pessoas cujo tom de pele não fosse claro. Lorna detalhou a pesquisa na décima edição da Revista Zum, publicação especializada em fotografia do Instituto Moreira Salles, lançada no sábado (9).

20 de maio de 2016

Dica de livro: "O olhar renascente", de Michael Baxandall

Salve, espectadores! O vídeo de hoje é sobre um ótimo livro de História da Arte, focando no Renascimento italiano e demonstrando com muita clareza a quem o ler como a arte pode ser, também, uma fonte de história econômica e social.

18 de maio de 2016

A Escola Austríaca refutou Marx?



O texto abaixo foi escrito pelo economista Arthur Abdala e foi postado originalmente no blog Raiz da Questão sob o título "A Escola Austríaca não refutou Marx! Entenda". O texto original pode ser lido aqui.

Por Arthur Abdala

Muito se fala por aí que a escola austríaca refutou Marx. O argumento é simples, Marx, em O Capital (1863), postulou a sua teoria econômica baseada no valor-trabalho, a mesma de Smith (1776) e Ricardo (1817), só que com algumas diferenças, entre elas está o trabalho social médio e o valor social da mercadoria. Para esses autores, de maneiras diferente, Valor = Trabalho, sendo que, para o marxismo, Valor = Trabalho social médio

Já a escola austríaca baseava a sua teoria de valor na utilidade marginal (Menger, 1871). Para entender melhor a teoria dos neoclássicos, imagine que você esteja com muita sede. O primeiro copo d’água que você tomar terá um valor muito alto. O segundo, com a mesma quantidade de trabalho do primeiro, terá um valor inferior. E assim sucessivamente, até chegarmos ao último copo, após toda sua sede ser saciada, que terá valor zero. Estando satisfeito, mesmo que o último copo seja muito barato, quase de graça, você tende a não comprar, afinal ela não lhe serve mais.

Traduzindo para um universo mais amplo, independentemente da quantidade de trabalho que tenha uma mercadoria, se ela não tiver utilidade para ninguém, seu valor será igual à zero. Ressaltando que valor é diferente de preço, pois sua conversão depende de outras variáveis.

Observando por esse ponto de vista, a teoria usada pela escola austríaca faz muito mais sentido. Ocorre que a dinâmica do capitalismo é muito mais complexa que isso. A partir daí vem a primeira questão que é de ordem econômica e sociológica, de onde vem a utilidade? Para os neoclássicos a utilidade é subjetiva, enquanto para os clássicos (Marx, Smith, Ricardo, entre outros) a noção de útil é objetiva. O texto tratará esse tema adiante.

Antes de entrar no mérito da teoria do valor, é preciso percorrer e revisar alguns itens da teoria marxista, pois precedem qualquer entendimento sobre a teoria do valor. As explicações a seguir foram elaboradas para serem mais didáticas possíveis.

16 de maio de 2016

Série Rock & História: 2 Minutes to Midnight, do Iron Maiden


Salve, espectadores! O vídeo mais recente da série Rock & História é sobre esse clássico dessa que é uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos. Falamos sobre o contexto geopolítico de 1983 que acabou influenciando na composição da música em questão, bem como explicamos algumas das referências contidas em sua letra.

11 de maio de 2016

Ditaduras e extremismos: sua ascensão em perspectiva global

Salve, espectadores do canal! O vídeo de hoje é uma discussão sobre a nostalgia a regimes autoritários e a ascensão da extrema-direita no momento (nesse segundo ponto foquei no caso europeu por ser aquele sobre o qual eu tinha material disponível). No vídeo, tento entender como essa nostalgia não é algo específico do Brasil, mas algo que tem se espalhado por outros países.

10 de maio de 2016

Imperialismo, militarismo e propaganda nos Estados Unidos, parte 3

Por Icles Rodrigues

Por fim, postamos a terceira parte deste artigo sobre o Imperialismo, o militarismo e a propaganda nos Estados Unidos. Depois de a parte 1 focar no século XIX e começo do XX, e a segunda parte focar entre a Primeira Guerra Mundial e o fim da Guerra Fria, postamos a última parte, dedicada a apresentar este tema a partir da Guerra do Golfo até a invasão do Iraque.

6 de maio de 2016

Imperialismo, militarismo e propaganda nos Estados Unidos, parte 2

Por Icles Rodrigues

Chegamos à segunda parte do artigo "Imperialismo, militarismo & propaganda nos Estados Unidos". Esta parte se dedica a discutir como a mídia estadunidense foi fundamental para o crescimento do militarismo nos EUA e este, consequentemente, foi fundamental para a expansão imperial do país pelo globo. 

2 de maio de 2016

Imperialismo, militarismo e propaganda nos Estados Unidos, parte 1


Por Icles Rodrigues

“O mundo deve estar seguro para a democracia. Sua paz deve ser plantada sobre as fundações testadas da liberdade política. Nós não temos fins egoístas a servir. Não desejamos nenhuma conquista, nenhum domínio. Não buscamos indenizações para nós mesmos, nenhuma compensação material para os sacrifícios que nós devemos fazer livremente. Nós somos apenas um dos campeões dos direitos da humanidade.”
Woodrow Wilson, 2 de abril de 1917[1]

“Nenhum limite do cinismo perturba a equanimidade dos moralistas ocidentais.”
Noam Chomsky [2]

As relações entre o governo, as elites e a mídia estadunidense são estreitas, e estes, inegavelmente, se beneficiam uns dos outros. Desde o século XIX, a distorção de acontecimentos, a manipulação através da retórica, de jornais e meios distintos de se propagar notícias funcionou, muitas vezes, em consonância com interesses expansionistas dos Estados Unidos, tal qual ocorre por todo o mundo; mesmo sendo um país ainda jovem, não tardou a mandar um recado para os imperialistas europeus de que apenas a ele competia o papel de protetor e – nas entrelinhas, estava clara tal mensagem – dominador do continente americano.

A série de textos a seguir tem como objetivo – ainda que consciente das enormes lacunas oriundas de uma abordagem rápida a respeito de quase dois séculos de história – um panorama da consonância entre o militarismo e o imperialismo dos Estados Unidos em relação ao resto do mundo a partir do século XIX; no decorrer da apresentação deste conteúdo, discorreremos sobre o papel da mídia e dos argumentos de legitimação, não apenas para justificar o intervencionismo no exterior, mas para dissertar sobre a manipulação de informações dentro dos Estados Unidos.

28 de abril de 2016

Sobre ativismo e biscoitos


O texto abaixo foi postado no blog #AgoraÉQueSãoElas, do site do jornal Folha de São Paulo, e é de autoria de Helena Vieira* e Sofia Favero**. O texto original pode ser lido aqui.

A internet tem sido usada pelo feminismo e pelos movimentos sociais como uma ferramenta política, causando uma reviravolta na comunicação de causas. Ela possibilitou que calados tivessem voz, que falássemos para pessoas que nem sequer imaginavam que nós existíamos. Agora contamos nossas histórias e promovemos debate.

Entretanto, essa interação nem sempre é democrática, pois os discursos rapidamente tornam-se rígidos, engessados, inibem outras subjetividades, deslegitimam outras narrativas do ser, de si.

26 de abril de 2016

Vídeo: Apologia da História, de Marc Bloch



Salve, espectadores! Preenchendo essa lacuna que é a ausência de livros de teoria e metodologia de História no canal, nada mais justo que começar por um grande clássico: Apologia da História, de Marc Bloch. 

Esse vídeo é indicado especialmente para quem cogita a hipótese de entrar em um curso de História. Provavelmente você terá que ler ele durante a graduação, então fica a dica.