Chegamos à segunda parte do artigo "Imperialismo, militarismo & propaganda nos Estados Unidos". Esta parte se dedica a discutir como a mídia estadunidense foi fundamental para o crescimento do militarismo nos EUA e este, consequentemente, foi fundamental para a expansão imperial do país pelo globo.
6 de maio de 2016
2 de maio de 2016
Imperialismo, militarismo e propaganda nos Estados Unidos, parte 1
Por Icles Rodrigues
“O mundo deve estar seguro
para a democracia. Sua paz deve ser plantada sobre as fundações testadas da
liberdade política. Nós não temos fins egoístas a servir. Não desejamos nenhuma
conquista, nenhum domínio. Não buscamos indenizações para nós mesmos, nenhuma compensação
material para os sacrifícios que nós devemos fazer livremente. Nós somos apenas
um dos campeões dos direitos da humanidade.”
“Nenhum limite do cinismo
perturba a equanimidade dos moralistas ocidentais.”
Noam Chomsky [2]
As
relações entre o governo, as elites e a mídia estadunidense são estreitas, e
estes, inegavelmente, se beneficiam uns dos outros. Desde o século XIX, a
distorção de acontecimentos, a manipulação através da retórica, de jornais e
meios distintos de se propagar notícias funcionou, muitas vezes, em consonância
com interesses expansionistas dos Estados Unidos, tal qual ocorre por todo o
mundo; mesmo sendo um país ainda jovem, não tardou a mandar um recado para os
imperialistas europeus de que apenas a ele competia o papel de protetor e – nas
entrelinhas, estava clara tal mensagem – dominador do continente americano.
A
série de textos a seguir tem como objetivo – ainda que consciente das enormes
lacunas oriundas de uma abordagem rápida a respeito de quase dois séculos de
história – um panorama da consonância entre o militarismo e o imperialismo dos
Estados Unidos em relação ao resto do mundo a partir do século XIX; no decorrer
da apresentação deste conteúdo, discorreremos sobre o papel da mídia e dos
argumentos de legitimação, não apenas para justificar o intervencionismo no
exterior, mas para dissertar sobre a manipulação de informações dentro dos
Estados Unidos.
28 de abril de 2016
Sobre ativismo e biscoitos
O texto abaixo foi postado no blog #AgoraÉQueSãoElas, do site do jornal Folha de São Paulo, e é de autoria de Helena Vieira* e Sofia Favero**. O texto original pode ser lido aqui.
A internet tem sido usada pelo feminismo e pelos movimentos sociais como uma ferramenta política, causando uma reviravolta na comunicação de causas. Ela possibilitou que calados tivessem voz, que falássemos para pessoas que nem sequer imaginavam que nós existíamos. Agora contamos nossas histórias e promovemos debate.
Entretanto, essa interação nem sempre é democrática, pois os discursos rapidamente tornam-se rígidos, engessados, inibem outras subjetividades, deslegitimam outras narrativas do ser, de si.
26 de abril de 2016
Vídeo: Apologia da História, de Marc Bloch
Salve, espectadores! Preenchendo essa lacuna que é a ausência de livros de teoria e metodologia de História no canal, nada mais justo que começar por um grande clássico: Apologia da História, de Marc Bloch.
Esse vídeo é indicado especialmente para quem cogita a hipótese de entrar em um curso de História. Provavelmente você terá que ler ele durante a graduação, então fica a dica.
25 de abril de 2016
Relações perigosas?: a intelectualidade de esquerda e o Estado brasileiro
O texto abaixo foi escrito por Rafael Rosa Hagemeyer, professor do Departamento de História da Universidade do Estado de Santa Catarina, e é uma reflexão conjuntural inspirada no texto de Luiz Felipe Pondé intitulado "A História do Brasil do PT", publicado na Folha de São Paulo. O texto abaixo foi publicado originalmente no Facebook do autor e é aqui reproduzido mediante autorização do mesmo.
Por Rafael Rosa Hagemeyer
O Pondé está triste porque descobriu ontem que a burguesia brasileira é ignorante. Ela não investe em cultura e, por isso, os intelectuais e artistas daqui têm que depender do financiamento público. Ele acredita que esta é a razão pela qual esse grupo social se torna majoritariamente "de esquerda" (algo que tenho minhas dúvidas), devido ao seu "amor ao Estado", que os financia e do qual dependem e tudo esperam.
O problema é que não foi o PT que inventou esse sistema. Aliás, o partido sequer o ampliou nesse tempo em que está no poder.
21 de abril de 2016
Clima de caça às bruxas contra ideias de esquerda é muito preocupante, alerta sociólogo
O texto abaixo é uma reprodução de parte de uma entrevista feita pelo site Sul21 com o sociólogo Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-RS, que pode ser lida na íntegra clicando aqui. Suprimimos trechos onde a discussão foca mais no momento político atual no âmbito institucional pelo fato de que o Leitura ObrigaHISTÓRIA busca focar seu conteúdo em aspectos de caráter mais acadêmico. Contudo, não podemos deixar de compartilhar este conteúdo diante de nossa preocupação com essa odiosa caça às bruxas que vem ocorrendo Brasil afora.
Por Marco Weissheimer
Nos últimos meses tem crescido o número de relatos de casos de “denúncias” dirigidas contra professores de universidades e também de escolas de ensino médio, acusados de praticarem uma espécie de “doutrinação marxista” dentro das salas de aula. Inicialmente restritas a figuras mais caricatas como Olavo de Carvalho, essas denúncias vêm ganhando, porém, maior visibilidade midiática e o suporte de grupos de direita e extrema-direita articulados nacional e internacionalmente. “Há uma caça às bruxas muito preocupante dirigida contra um tipo de pensamento (de esquerda), como se ele fosse inaceitável”, diz Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-RS. Em entrevista ao Sul21, o sociólogo fala sobre o crescimento da atuação desses grupos dentro do ambiente acadêmico e relata um caso que viveu recentemente, quando um aluno gravou clandestinamente uma conversa na sala da coordenação do PPG e divulgou-a nas redes sociais como suposta prova da existência de uma “doutrinação marxista” dentro do programa de pós-graduação.
“Por mais que a gravação não tivesse nada que pudesse ser usado contra mim, ela causa um constrangimento. Para as pessoas que não gostam de mim, que acham que eu sou um esquerdista defensor de criminosos, é mais um argumento. Não interessa se é verdadeiro ou não, ele vai ser jogado nas redes sociais”, diz o professor.
18 de abril de 2016
A Batalha de Montese
O texto abaixo é uma junção de trechos de diferentes textos sobre o assunto, somado de citações de importantes obras sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra e trechos originais objetivando a coesão e ligação entre os trechos utilizados. As referências dos textos usados encontram-se ao fim do artigo. Veja também nosso vídeo sobre "Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial" de Francisco Ferraz, e nosso vídeo sobre a música "Smoking Snakes", do Sabaton, dedicada a três soldados da Força Expedicionária Brasileira.
Em 1944, mais de 25 mil soldados brasileiros embarcaram rumo à Itália para lutar no maior conflito da História. Muito já se falou a respeito da participação de nossos soldados na Segunda Guerra Mundial, a nível acadêmico, em trabalhos de excelente qualidade. Pesquisadores como Dennison de Oliveira, Francisco Ferraz, Cesar Maximiano, Mário Clóvis Aleixo, Marlene de Fáveri, Anysio Henrique Neto, Danilo Prandi, Carmem Lúcia Rigoni e Alessandro dos Santos Rosa são apenas alguns dos que já se debruçaram sobre o tema, e suas produções renderiam horas e mais horas de prolífica leitura.
No entanto, cerca de setenta anos após o fim do conflito, o público geral pouco ou nada sabe sobre a participação brasileira. Esse pequeno artigo, que é uma junção de textos distintos, objetiva falar sobre um dos principais eventos nos quais a Força Expedicionária Brasileira se envolveu, que nos últimos dias completou 71 anos: a Batalha de Montese.
No entanto, cerca de setenta anos após o fim do conflito, o público geral pouco ou nada sabe sobre a participação brasileira. Esse pequeno artigo, que é uma junção de textos distintos, objetiva falar sobre um dos principais eventos nos quais a Força Expedicionária Brasileira se envolveu, que nos últimos dias completou 71 anos: a Batalha de Montese.
14 de abril de 2016
Turista tira fotos ilegalmente na Coreia do Norte… E consegue sair do país com elas!
O texto abaixo é uma tradução livre da notícia originalmente postada no
site My Modern Met, com a adição de uma foto (e sua respectiva legenda) tirada diretamente do site do fotógrafo, já que a legenda da foto anterior demandava esta adição. A postagem
original pode ser lida aqui. Se possível recomendamos que assistam ao vídeo de
nosso canal falando sobre o livro “A revolução coreana” antes de ler este texto. O vídeo pode ser assistido clicando aqui.
Por Sara Barnes
No início deste ano, o fotógrafo atualmente residente em
Londres Michal Huniewicz viajou para um dos países mais curiosos do mundo –
Coreia do Norte. Ele estava acompanhado por um pequeno grupo de turistas e dois
guias que os levaram para um tour pela capital, Pyongyang. Como você pode
esperar, essa viagem não foi fácil de fazer. Entre várias restrições, a
fotografia é normalmente ilegal (exceto em algumas áreas), mas Huniewicz
decidiu levar sua câmera de qualquer jeito. Seus guias lhes disseram que ele
provavelmente teria suas fotos apagadas, mas Huniewicz pode, milagrosamente,
deixar o país com todas suas fotos.
11 de abril de 2016
Projeto identifica cientistas perseguidos pela ditadura militar
O texto a seguir foi escrito por Cristina Indio do Brasil para o site Agência Brasil. Trechos referentes à data original da postagem da notícia foram suprimidos. O texto original pode ser lido aqui.
A história de 471 cientistas perseguidos durante a ditadura militar foi pesquisada e, a partir de hoje (31/03/2015), pode ser consultada no site do Projeto Ciência na Ditadura. Esta é a primeira fase do trabalho feito pelo pesquisador titular da Coordenação de História da Ciência do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) Alfredo Tiomno Tolmasquim e pelos professores Gilda Olinto e Ricardo Pimenta, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
“Quando se completou 50 anos do golpe militar em 2014, nós nos demos conta de que não existia um balanço do impacto da ditadura militar na ciência brasileira. Existem muitos estudos de qualidade do que aconteceu em uma ou outra universidade ou no Instituto de Manguinhos da Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], mas não havia um panorama completo. Até para dizer quantos foram atingidos e qual impacto [a ditadura] causou na atividade acadêmica do Brasil”, disse Tolmasquim à Agência Brasil.
9 de abril de 2016
"Por que estudar História?" por Laura de Mello e Souza
Laura de Mello e Souza é professora titular de História Moderna da Universidade de São Paulo. É autora de O Diabo e A Terra de Santa Cruz (1986) e O Sol e a Sombra (2006), entre outros livros. Organizou e foi co-autora do primeiro volume de A História da Vida Privada no Brasil. O texto aqui reproduzido pode ser encontrado originalmente aqui.
Para responder esta pergunta, a primeira frase que me ocorre é a resposta clássica dada pelo grande Marc Bloch a seu neto, quando o menino lhe perguntou para que servia a História e ele disse que, pelo menos, servia para divertir. Após 35 anos de vida profissional efetiva, como pesquisadora durante seis anos e, desde então – 29 anos – também como docente na Universidade de São Paulo, considero que a diversão é essencial, entendida no sentido de prazer pessoal: a melhor coisa do mundo é fazer algo que gostamos de fato, e eu sempre adorei História, sempre foi minha matéria preferida na escola, junto com as línguas em geral, sobretudo italiano e português, e sempre mais a literatura que a gramática.
8 de abril de 2016
Negros, portugueses e a Batalha de Isso: anacronismo e escravidão na Península Ibérica medieval
O texto abaixo foi escrito pelo colaborador Rodrigo Prates de Andrade, historiador e atualmente mestrando em História pela Universidade Federal de Santa Catarina, exclusivamente para o blog Leitura ObrigaHISTÓRIA
“Negros escravizaram portugueses por mais de 741 anos”.
Esta afirmação constituíra o título e o cerne de um texto elaborado no ano de
2015 pelo blog “Renato Furtado – contra a idolatria estatal” e que nos
últimos dias voltara a circular pelas redes sociais. A oração compusera um
quadro mental que antagonizara “negros” e “portugueses”, isto é, a escravidão
na Península Ibérica medieval se definira através de um antagonismo entre um
Império Mouro e Portugal. De acordo com o autor, “mouro vem do latim Maures que
significa Negro, devido a cor da pele deles dos integrantes do Império Mouro”.
Quadro que nos remetera a outro, este composto pelas mãos brilhantes do pintor
Albrecht Altdorfer (1480-1538) em 1529: a Batalha de Isso. Na obra de Altdorfer
as tropas de Alexandre e Dário foram representadas sob as vestimentas do século
XVI e.c. – os macedônicos eram os alemães e os persas eram os turcos. Uma
batalha do século IV a.e.c renascera no pincel de um artista seiscentista.
28 de março de 2016
O que aconteceu quando a Rússia baniu o álcool?
Em 31 de julho de 1914, um
decreto do czar baniu a criação e a venda de álcool na Rússia. Originalmente, o
banimento se deu devido à mobilização, já que a Rússia entrava na Primeira
Guerra Mundial. No entanto, quase imediatamente ele foi estendido pela duração
das hostilidades. Depois disso, o direito de banir o álcool foi entregue do
governo central para as autoridades locais: as dumas municipais, comunidades
rurais e concílios distritais. Então, algumas cidades e distritos permitiram a
venda de vinho e cerveja, mas a vodka permaneceu banida em toda parte.
Os membros da Duma Federal entre o
campesinato propuseram uma lei banindo o álcool “de circulação pela eternidade”.
Sabiamente, a lei não passou, mas o banimento de álcool permaneceu de pé por
muito tempo: os bolcheviques optaram por mantê-lo após a revolução de 1917,
significando que a proibição na Rússia durou onze anos no total.
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