17 de março de 2016

Rock e História: Smoking Snakes, do Sabaton



Salve espectadores! O vídeo de hoje é a respeito de uma música da banda sueca Sabaton sobre três soldados brasileiros que morreram como heróis na Itália. Mas quem eram esses soldados? Há duas versões sobre o caso, e vou discutir isso com vocês de acordo com o material que pude encontrar a respeito.

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3 de março de 2016

"Nazismo de esquerda" e a economia alemã na década de 1930: o problema com os conceitos


Em uma postagem no Facebook do Leitura ObrigaHISTÓRIA, colocamos um trecho do livro “O século XX”, de René Rémond, onde o autor explicava porque era um erro crasso de análise comparar o governo soviético durante o período stalinista e os fascismos, tendência que o autor afirma ter sido proeminente, na época (o livro é do começo da década de 1970), na academia nos Estados Unidos. O embate não ficou por lá, haja vista que na década de 1980 ficou famoso na Alemanha o Historikerstreit, debate entre acadêmicos sobre a comparação ou não dos crimes nazistas com os crimes soviéticos.

A postagem de hoje, contudo, busca um objetivo diferente: trazer uma referência bibliográfica para todos aqueles que empreendem uma discussão em voga nas redes sociais no Brasil: era o nazismo um regime de esquerda?

O "economicismo" e a manutenção de privilégios no Brasil

Salve, espectadores! O vídeo de hoje é baseado na introdução do livro "A ralé brasileira", do sociólogo Jessé Souza, e discute como a visão "economicista" predominante em nossa sociedade impede o diagnóstico adequado dos problemas de nossa população, especialmente das classes mais desfavorecidas.


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Série de vídeos Rock & História

Salve, espectadores! Hoje trazemos os primeiros vídeos da série Rock & História, onde apresentamos algumas músicas de Rock e Heavy Metal junto de seus contextos históricos.

ABERTURA DA SÉRIE


CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL - FORTUNATE SON


MEGADETH - HOLY WARS... THE PUNISHMENT DUE

Os vídeos da série Rock e História serão postados entre uma e duas vezes por mês no nosso canal. Fique ligado no Leitura ObrigaHISTÓRIA para permanecer atualizado!

Nações e nacionalismos: discussão sobre os conceitos

Salve, espectadores do canal! O vídeo a seguir, dividido em duas partes, discute o conceito de nação e o conceito de nacionalismo, bem como traz argumentos de alguns dos principais teóricos que discutiram o tema nas últimas décadas.

PARTE 1: ELEMENTOS E PARADIGMAS


PARTE 2: INVENÇÕES E IMAGINAÇÕES?

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6 de janeiro de 2016

O século XX, de René Rémond



Salve, espectadores! O vídeo de hoje é um livro sucinto (falo isso mais de 10.000 vezes durante o vídeo, não me odeiem) que pode ser uma boa pedida para quem está começando a estudar o século XX agora, ou quer ler algo para vestibular, ENEM, etc. No entanto, é um livro antigo (lançado originalmente em 1974), e ainda que seja fácil de achar hoje em dia (e barato), não fala de muitos assuntos importantes sobre o século XX por motivos óbvios.

Leia a resenha escrita aqui no blog clicando AQUI

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Postagem na nossa página do Facebook com o trecho do livro citado no vídeo clicando AQUI

O Faroeste, de Claude Fohlen



Salve, espectadores do canal! O livro de hoje é um livro que, embora esgotado, ainda é bastante acessível em sites que agregam sebos. "O Faroeste", de Claude Fohlen, é leitura obrigatória para quem quer entender esse contexto que chamamos de "Velho Oeste" historicamente, fugindo de mitos perpetuados pelo cinema, literatura, games e outros.

Se tiver outras dicas de livros sobre o assunto, deixe aí nos comentários!

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Globalização, democracia e terrorismo, de Eric Hobsbawm



Salve, espectadores do canal. Apesar de alguns problemas técnicos (que me fizeram cortar o vídeo bruscamente no meio e terminar o vídeo de forma meio abrupta), trago neste vídeo uma dica de livro que pode ajudar com algumas reflexões a respeito da globalização, da democracia liberal no século XX e do terrorismo.

Diante dos atentados múltiplos a Paris no dia 13/11, resolvi adiantar o próximo vídeo do canal e substituir o livro que havia previamente escolhido para este vídeo, deixando-o para depois e colocando esta obra que contribuiu de forma modesta, mas precisa, para uma compreensão um pouco mais sólida a respeito da conjuntura internacional desse início de século XXI e sua relação com o terrorismo.

Eric Hobsbawm dispensa apresentações. Tendo sido um dos historiadores mais importantes do século XX, suas análises a respeito do século passado e suas consequências para o século XXI são sagazes, por vezes provocativas, e demonstram clara erudição, ainda que numa linguagem acessível, como costuma ser comum quando se tratam de livros de alguns dos principais marxistas ingleses.

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14 de novembro de 2015

Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial, de Francisco César Ferraz


Salve, espectadores do canal! O livro de hoje é uma obra concisa e ideal para quem quer começar a estudar a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Francisco César Ferraz é professor da Universidade Estadual do Paraná e especialista no assunto.

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7 de novembro de 2015

Ajudem a Revista de História da Biblioteca Nacional #RHBNresiste



Sem vinheta, nem grandes edições, o vídeo de hoje é um pedido de ajuda para a Revista de História da Biblioteca Nacional, que está correndo o risco de ter que encerrar as atividades. Assista ao vídeo, é curtinho e explica em termos gerais a situação.

Página do Facebook da revista: https://www.facebook.com/Revista.de.Historia/?fref=ts

DADOS BANCÁRIOS PARA AJUDA:

Titular: Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional.

Caixa Econômica Federal / Agência 3307-7 / Conta 000.344-3 / CNPJ: 29.415.676-0001-28

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#RHBNresiste, compartilhem!

27 de outubro de 2015

Vídeo: Marcos Napolitano - História & Música


Salve, espectadores do canal! O livro de hoje é uma dica pra quem está começando a estudar músicas como fontes históricas. Trata-se de um livro sucinto, que vai dar uma boa ajuda a iniciantes neste estudos.

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16 de outubro de 2015

Margot Wallström, feminismo nas relações internacionais e a Arábia Saudita

O texto à seguir é uma tradução livre de um texto publicado no site Spectator, cujo 
original pode ser lido AQUI


"A Ministra das Relações Exteriores feminista sueca ousou falar a verdade sobre a Arábia Saudita. O que acontece agora é da conta de todos nós."

O posicionamento cheio de princípios de Margot Wallström merece amplo apoio. Traição parece mais provável.

Nick Cohen
28 de Março de 2015

Margot Wallström
Se os gritos de ‘Je suis Charlie’ fossem sinceros, o mundo ocidental estaria em convulsão, preocupado e indignado com a questão de Wallström. Ela tem todos os ingredientes para um confronto estilo “Choque das civilizações”.

Há poucas semanas atrás Margot Wallström, a Primeira-Ministra de Relações Exteriores, denunciou a subjugação das mulheres na Arábia Saudita. Como o reino teocrático proíbe mulheres de viajar, conduzir negócios oficiais ou casar sem a permissão do tutor masculino, e como garotas podem ser forçadas a casamentos ainda crianças onde elas são efetivamente estupradas por homens mais velhos, ela não falou mais que a verdade. Wallström condenou as cortes sauditas por ordenar que Raif Badawi receba dez anos de cadeia e mil chibatadas por criar um site que luta por secularismo e liberdade de expressão. Estes eram “métodos medievais”, disse a ministra, e uma “tentativa cruel de silenciar formas modernas de expressão”. E, uma vez mais, quem pode negar isso?

A repercussão seguiu o padrão estabelecido por Rushdie, as charges dinamarquesas e o Hebdo. A Arábia Saudita retirou seu embaixador e parou de emitir vistos para empresários suecos. Os Emirados Árabes Unidos se juntaram a ela. A Organização para a Cooperação Islâmica, que representa 56 estados majoritariamente muçulmanos, acusaram a Suécia de faltar com o respeito para com os “padrões éticos ricos e variados” do mundo – padrões tão ricos e variados, aparentemente, que incluem o enforcamento de blogueiros e o encorajamento de pedófilos. Enquanto isso, o Conselho de Cooperação do Golfo condenou sua “interferência inaceitável em assuntos internos do Reino da Arábia Saudita”, e eu não apostaria contra tumultos anti-Suécia muito em breve.

Ainda assim, não existe a “questão de Wallström”. Fora da Suécia, a mídia ocidental mal cobriu a história, e os aliados da Suécia na União Europeia não demonstraram estar inclinados em apoiá-la. Uma pequena nação escandinava enfrenta sanções, acusações de islamofobia e talvez coisas piores a vir pela frente, e todos ficam em silêncio.  E como tantas vezes acontece, o escândalo é que não há um escândalo.

É um sinal de como a política moderna ficou tão transtornada que uma política que defende a liberdade de expressão e os direitos das mulheres no mundo árabe seja tomada por uma liberal muscular*, ou neoconservadora, ou ainda uma apoiadora dos novos partidos de direita populistas cujo comprometimento com a liberdade de expressão é meramente uma fachada para seu ódio anti-muçulmano.  Mas Margot Wallström é aquela raridade moderna: uma política de esquerda que vai onde seus princípios a levam.

Ela é a Ministra de Relações Exteriores da fraca coalizão entre Socialdemocratas e Verdes (Partido verde) da Suécia.  Ela reconheceu a palestina em outubro do ano passado – e, não, a Liga Árabe, a Organização Para a Cooperação Islâmica e o Conselho de Cooperação do Golfo não a acusaram de “interferência inaceitável nos assuntos internos de Israel”. Eu confesso que seu gesto me pareceu contraproducente naquele momento. Mas depois de Bejnamin Netanyahu descartar um Estado palestino enquanto ele usava qualquer jogo sujo que ele pudesse imaginar para assegurar sua reeleição, ela pode clamar com justiça que a história a justificou.

Ela foi então para a versão saudita da Sharia. Seu criticismo não foi apenas retórico. Ela afirmou que era antiético para a Suécia continuar com seu acordo de cooperação militar com a Arábia Saudita. Em outras palavras, ela ameaçou a habilidade das companhias armamentistas suecas de fazer dinheiro. A negação de vistos de negócio a suecos por parte da Arábia Saudita ameaça prejudicar os lucros de outras companhias também. Você pode ver os suecos como socialdemocratas justos, que nunca deixam a preocupação de parecerem tediosos ficar no caminho de sua retidão. Mas isso nunca foi completamente verdade, e certamente não é verde quando há dinheiro em jogo.

A Suécia é o 12° maior exportador de armas do mundo – uma conquista e tanto para um país com apenas nove milhões de pessoas. Ela exporta para a Arábia Saudita um total de $ 1.3 bilhões. Líderes de negócios e funcionários públicos estão também cientes de que outros países majoritariamente muçulmanos devem seguir a liderança da Arábia Saudita. Durante a “Crise dos cartoons” – uma frase que eu ainda não consigo escrever sem bufar de incredulidade – companhias dinamarquesas encararam ataques globais e a rede francesa de supermercados Carrefour tirou produtos dinamarqueses de suas prateleiras para agradar consumidores muçulmanos. Uma campanha coordenada por nações muçulmanas contra a Suécia não é uma suposição fantástica. Há conversas de que a Suécia pode perder sua chance de ganhar um assento no Conselho de Segurança da ONU em 2017 por conta de Wallström.

Para expor a situação da forma mais leve que eu posso, o establishment sueco enlouqueceu. Trinta diretores-executivos assinaram uma carta afirmando que quebrar o acordo de comércio de armas “colocaria em risco a reputação da Suécia como um parceiro para comércio e cooperação”.

Nada menos que Sua Majestade o Rei Carl XVI Gustaf em pessoa recebeu Wallström no fim de semana para lhe avisar que queria um acordo. A Arábia Saudita vem transformando com sucesso o criticismo de sua versão brutal do Islamismo em um ataque a todos os muçulmanos, independente de eles serem Wahabitas ou não, e Wallström e seus colegas estão claramente enervados pelas acusações de islamofobia. Tudo indica que ela irá ceder à pressão, particularmente quando o resto da Europa progressista não demonstra nenhum interesse em apoiá-la.

Pecados de omissão são tão reveladores quanto pegados de permissão. O “caso” Wallström nos ensina três coisas. É mais fácil instruir países pequenos como a Suécia e Israel sobre o que eles podem ou não fazer do que países como os Estados Unidos e a China, ou uma Arábia Saudita que pode solicitar um apoio muçulmano global quando criticada. Em segundo lugar, uma Europa que está ficando cada vez mais velha e mais pobre está começando a achar que padrões de moralidade em política externa é um luxo pelo qual ela não pode pagar. A Arábia Saudita tem estado totalmente confiante de que a Suécia precisa do seu dinheiro mais do que ela precisa de produtos importados da Suécia.

Finalmente, e o mais revelador em minha opinião, o “caso” nos mostra que os direitos das mulheres sempre vêm em último lugar. Para ter certeza disso, basta ver as tempestades no Twitter sobre homens sexistas e a mídia alimentando frenesis toda vez que uma figura pública usa “linguagem inapropriada”. Mas quando uma política tenta uma campanha pelos direitos das mulheres sofrendo sob uma cultura clerical misógina e brutal, ela não é aplaudida; ao invés disso, encarara um silêncio vergonhoso e revelador.

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* Em termos simplistas, um "liberal muscular" é normalmente definido como alguém que rejeita o multiculturalismo e, ainda que apoie a convivência de grupos de diferentes origens socioculturais, defende que a "cultura local" deva ser integralmente respeitada, tendo as "culturas" oriundas de fora a obrigação de se adequar ao contexto para o qual se moveram. A ideia de "liberal muscular" é associada principalmente ao atual Primeiro-Ministro britânico David Cameron.